Como mudar o mundo

“Seja a mudança que você deseja ver no mundo”.
Mahatma Gandhi

O livro “O Poder do Hábito” se propõe a entender como os hábitos funcionam, porque as pessoas formam padrões comportamentais específicos e seguem ele de maneira automática. Pensar e raciocinar sobre nossas ações exigem muito tempo e energia do nosso cérebro, por isso, surgem os hábitos. É uma maneira de o nosso cérebro criar um modelo para que não tenhamos de ter consciência de 100% das atividades que fazemos repetidamente.

A formação dos hábitos segue um loop, no qual temos uma “deixa”, uma “rotina” e uma “recompensa”:
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Um dos exemplos que Charles Duhigg nos dá, ilustra bem a teoria. Todos os dias por volta das 15h, lhe dava uma vontade de comer um cookie. Então, ele descia na cafeteria, comprava o doce e voltava a trabalhar normalmente. Um tempo depois, ele viu que estava ganhando peso e resolveu entender a motivação que o fazia parar suas atividades e ir em busca do cookie. O que ele descobriu, na verdade, foi que ele não queria o cookie. O que motivava sua saga diária era o intervalo no meio da tarde para socialização entre os colegas.

Entendendo a “recompensa” fica claro o que é, de fato, o fator motivador dos nossos hábitos, evidenciando o que precisamos fazer para mudá-los. Portanto, para mudar um hábito, o importante é identificar a “deixa”, entender qual é a “recompensa” para modificar a “rotina”.

Levando a teoria para uma escala maior, Duhigg nos apresenta como esse mecanismo funciona dentro de empresas e grupos sociais. Como os movimentos surgem, sejam eles grandiosos ou pontuais, na sociedade na qual vivemos:

“Os movimentos não surgem porque todo mundo de repente decide olhar na mesma direção ao mesmo tempo. Eles dependem de padrões sociais que começam com os hábitos de amizade, crescem através de hábitos comunitários e são sustentados por novos hábitos que mudam a noção de identidade dos participantes”.  

Movimentos surgem porque mudanças são necessárias e poderosas: pequenos atos podem provocar grandes transformações. Para complementar a discussão, podemos nos inspirar no filme “Sociedade dos Poetas Mortos”, de Peter Weir. O personagem do professor Mr. Keating, protagonizado por Robin Williams, nos apresenta a vida sob outro ângulo. Mostra através de um ponto de vista romântico e sonhador que outras possibilidades são possíveis e podem nos direcionar aos caminhos onde encontraremos quem queremos ser.

Mr. Keating inspira seus alunos a buscar o autoconhecimento, nesse caso através da poesia e nos sentimentos mais profundos que possam ser resgatados através dela, para que uma metamorfose possa acontecer. Cada um deles, à sua maneira, vai descobrindo o que quer para si e qual diferença desejam no mundo. Para que a gente seja capaz de lutar por grandes mudanças, precisamos começá-las em nós mesmos.

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Mais informações:

O PODER DO HÁBITO, Charles Duhigg.

O Poder do Hábito - Charles Duhigg

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